“Ainda não recebi o boleto” é uma das frases que mais atrasa pagamento em empresa pequena, e nem sempre é culpa do cliente. Às vezes o boleto foi emitido, mas ficou parado esperando alguém lembrar de enviar. Às vezes ele nem foi gerado ainda, porque emitir depende de acessar o site do banco separadamente do resto do controle financeiro.
Emitir boleto dentro do próprio sistema de gestão resolve esse intervalo entre “a cobrança existe” e “o cliente recebeu a cobrança”, porque o boleto nasce vinculado à conta a receber que já está lançada, sem precisar abrir outra ferramenta pra gerar o documento.
Com a gente, você vai ver o passo a passo completo pra emitir, enviar e controlar boleto no GestãoClick, além de casos específicos pra quem é MEI, ME ou PME, contribuinte de IBS ou CBS, e alguns segmentos com particularidades próprias.
Acompanhe nosso artigo!
Como emitir boleto bancário pelo GestãoClick: passo a passo geral
Emitir um boleto no GestãoClick segue 4 passos, do vínculo inicial com o banco até a confirmação de que o cliente pagou. Veja a página da funcionalidade de emissão de boletos pra conhecer o recurso antes de configurar.
Depois de configurado uma vez, esse fluxo se repete pra cada boleto novo sem burocracia extra, então o trabalho pesado fica concentrado só no começo.
1. Vincular forma de pagamento antes do primeiro boleto
Forma de pagamento é o cadastro que diz ao sistema como aquele boleto vai ser cobrado, feito uma vez só antes do primeiro boleto. Essa configuração fica em Financeiro > Opções auxiliares > Formas de pagamento, não no cadastro da conta bancária.
Configure ali a forma de pagamento vinculada ao banco emissor escolhido, seguindo as instruções específicas de cada instituição (o suporte do GestãoClick tem tutoriais dedicados por banco).
Nem toda configuração passa pelo mesmo processo.
- Se a conexão usa arquivo CNAB, formato padrão que bancos e sistemas trocam entre si pra enviar e receber cobranças por arquivos de remessa e retorno, o sistema disponibiliza os layouts padronizados CNAB 240 e 400 para os bancos integrados. Dependendo do banco e do contrato, pode ser necessário validar o primeiro arquivo de remessa em ambiente de teste antes da produção.
- Já integrações diretas via API, uma conexão direta entre sistemas sem passar por arquivo, como Conta Integrada, Banco Inter, Cora e GerenciaNet (Efí), não utilizam remessa nem retorno de arquivos CNAB e dependem de chaves, credenciais ou certificados cadastrados na integração.
Enquanto a forma de pagamento não estiver configurada e habilitada, você não fica travado: pode continuar cadastrando clientes, lançando cobranças em Contas a Receber e organizando o financeiro normalmente, só a emissão do boleto em si que espera a habilitação. Depois de configurada, ela fica salva e vale pra todos os boletos seguintes, sem precisar repetir a configuração a cada cliente ou cada cobrança.
2. Gerar o boleto a partir de um Contas a Receber
Com a forma de pagamento configurada, acesse Financeiro > Contas a Receber, localize a cobrança desejada e clique em “Mais Ações”, depois em “Imprimir boleto”.
O sistema abre a tela de emissão a partir dali, sem precisar recriar a cobrança em outro lugar.
É preciso que a conta esteja em aberto, com uma forma de pagamento compatível vinculada e permissão de usuário pra imprimir boleto habilitada. Sem isso, a opção não aparece em Mais Ações.
Hoje, os boletos válidos pra compensação bancária são registrados, e é isso que garante o acompanhamento automático pelo banco e a baixa via retorno no passo 4. Carteiras legadas são modalidades antigas de cobrança bancária que alguns bancos ainda mantêm para determinados convênios. Elas podem não gerar arquivos de remessa ou retorno, então exigem a conferência manual do pagamento, sem depender do fluxo de importar retorno.
Essa configuração de carteira é feita junto com o banco emissor, não é algo que você escolhe boleto por boleto.
3. Imprimir ou enviar o boleto ao cliente
Depois de gerado, em Mais Ações você tem 2 formas de enviar direto pelo sistema, com mecânicas diferentes: por e-mail, o disparo é feito diretamente para o endereço cadastrado do cliente; por WhatsApp, o sistema abre o WhatsApp ou o WhatsApp Web já com a mensagem e o link do boleto preparados, mas quem confirma e envia a mensagem é você. Se preferir outro canal, também dá pra visualizar, imprimir ou baixar o PDF e enviar manualmente.
Esse envio é manual no fluxo padrão: você decide quando enviar e por qual canal, o sistema não dispara isso sozinho.
A automação existe, mas varia por ferramenta. O app Cobranças automatiza o envio só por e-mail, seguindo regras e prazos que você configura antes ou depois do vencimento.
Já a Gestão de Cobranças, com as Réguas de cobrança (sequências de mensagens automáticas configuradas por você), permite automação multicanal, por e-mail, SMS e WhatsApp, direcionando o cliente pra uma Área do Cliente, uma página própria onde ele encontra a segunda via do boleto.
Em assinaturas e locações, o motor de recorrência permite enviar automaticamente o boleto por e-mail quando a fatura é gerada. Contratos de serviços geram lançamentos no Contas a Receber, e os avisos podem ser feitos manualmente ou automatizados pelos aplicativos de cobrança.
No fluxo manual de emissão avulsa, o WhatsApp exige a confirmação do usuário; já nas réguas automatizadas do aplicativo Gestão de Cobranças, o disparo por WhatsApp é realizado automaticamente pelo sistema, conforme a configuração da régua e a disponibilidade de saldo da carteira.
Um detalhe que faz diferença na prática: o envio por WhatsApp ou e-mail só funciona bem se o contato do cliente estiver atualizado no cadastro. Boleto enviado pro e-mail errado ou WhatsApp desatualizado é uma causa comum de “não recebi o boleto” que não tem nada a ver com o sistema em si.
4. Importar o retorno bancário e conferir o pagamento
Retorno bancário é o arquivo, com extensão .ret, que o banco manda de volta informando as ocorrências dos títulos, incluindo quais boletos já foram pagos.
Para conferir, acesse Financeiro > Boletos Bancários > Importar retorno. Depois, envie o arquivo .ret disponibilizado pelo banco, confira a prévia das ocorrências e clique em “Baixar itens selecionados”. Só as ocorrências de liquidação ou pagamento geram baixa de fato.
Se você usa uma integração direta via API em vez de arquivo CNAB, a sincronização da baixa pode acontecer automaticamente, sem precisar desse passo de importar retorno manualmente.
Se preferir conferir manualmente, também é possível alterar a situação do título direto em Contas a Receber. De qualquer forma, o controle fica no mesmo painel onde a cobrança nasceu, sem precisar cruzar informação entre sistemas diferentes. Esse mesmo controle financeiro integrado é o que sustenta a conciliação de boletos junto com o restante das contas da empresa.
Importar o retorno com frequência, diariamente se o volume for grande, evita que um boleto já pago demore a aparecer como quitado no painel, o que pode gerar confusão ou até uma cobrança duplicada sem querer.
Como emitir boleto em casos específicos
O passo a passo acima é o mesmo pra qualquer empresa, mas alguns perfis têm uma dúvida a mais antes de chegar nele. Entender essas diferenças ajuda a não gastar tempo procurando uma funcionalidade separada que não existe, e a aproveitar melhor o que já está disponível no fluxo padrão. Veja o que muda (e o que não muda) em cada caso.
Como gerar boleto no GestãoClick sendo MEI, ME ou PME
O caminho dentro do sistema é idêntico pra MEI, microempresa ou empresa de pequeno porte: vincular forma de pagamento, gerar a partir do Contas a Receber, enviar e controlar o retorno. O que muda entre esses portes não é o boleto, é a obrigação fiscal que acompanha a cobrança e o volume de clientes que cada um costuma gerenciar ao mesmo tempo.
Por isso, quanto maior o volume, mais importa manter o cadastro de clientes e a forma de pagamento sempre atualizados antes de emitir várias cobranças seguidas. Isso vale tanto pra quem emite 5 boletos por mês quanto pra quem emite 500: o fluxo dentro do sistema não muda com o porte, só a rotina em volta dele.
Onde os portes mais se diferenciam é no enquadramento tributário e nas obrigações que acompanham a nota fiscal vinculada à cobrança, isso sim varia entre MEI, ME e PME, e vale confirmar com o contador.
Por isso, veja o guia completo de emissão de boleto pra entender as particularidades fiscais de cada porte com mais profundidade.
Como emitir boleto no GestãoClick se você recolhe IBS ou CBS
IBS e CBS são os 2 novos tributos da reforma tributária: o IBS substitui ICMS e ISS, enquanto a CBS é de competência federal e substitui PIS e Cofins. Os dois fazem parte do novo modelo de tributação sobre o consumo, dividido entre a esfera federal (CBS) e as esferas estadual e municipal (IBS).
A transição convive com o modelo atual por enquanto, e isso não muda a forma como o boleto ou o Pix funcionam: o que muda é a apuração fiscal e o documento fiscal emitido antes da cobrança, não o boleto em si.
O GestãoClick já tem campos de IBS e CBS nas regras de tributação e nas notas fiscais, pensados pra preparação e simulação. Por isso, vale manter o cadastro da empresa em dia (endereço com CEP e município, NCM, classificações fiscais) pra já chegar organizado quando a obrigação for definitiva. Dito isso, o sistema não substitui o contador na definição de alíquota, enquadramento, CST ou qualquer orientação fiscal específica do seu negócio.
Isso significa que, mesmo com a reforma avançando, o fluxo de emitir, enviar e controlar boleto que você viu no passo a passo continua sendo o mesmo. O que muda fica todo concentrado na parte fiscal, antes da cobrança existir, não no boleto em si.
O que muda na emissão de boleto a partir de 2027?
O boleto e o Pix continuam funcionando normalmente durante a transição. 2027 e 2028 constam no cronograma legal como previsão de convivência entre os modelos tributários, com o IBS e a CBS entrando em vigor de forma gradual. O cronograma deve ser acompanhado conforme novas regulamentações oficiais, mas o que muda nesse processo é a apuração fiscal por trás da cobrança, não o boleto em si.
Como o cronograma varia conforme o regime tributário e o tipo de operação de cada empresa, o mais seguro é confirmar com o contador exatamente o que muda no seu caso a partir de 2027, em vez de aplicar uma regra genérica pro seu negócio.
Enquanto isso, manter o cadastro fiscal da empresa atualizado (endereço, NCM, CST) e acompanhar as orientações do contador é o que realmente faz diferença pra chegar em cada nova etapa sem sobressalto, muito mais do que tentar adivinhar hoje um detalhe que a legislação ainda pode mudar.
Como emitir boleto no GestãoClick sendo distribuidora
Distribuidora costuma lidar com um volume maior de clientes e, junto com isso, um risco maior de inadimplência espalhada. O boleto segue o mesmo passo a passo geral, e o acompanhamento de quem pagou e quem ainda não pagou fica centralizado no mesmo Contas a Receber, sem precisar de uma planilha separada por cliente.
Não existe geração e registro bancário autônomo de boletos em lote para contas avulsas no financeiro nativo. Porém, é possível selecionar vários lançamentos elegíveis em Contas a Receber ou em Gerenciar boletos e imprimir os boletos em massa. O envio automatizado em lote de mensagens e links de cobrança pode ser configurado nos aplicativos específicos de cobrança.
Já contratos ou assinaturas recorrentes, por outro lado, podem gerar essas cobranças ciclicamente conforme a configuração.
Com esse volume, faz diferença acompanhar o status de pagamento filtrado por cliente dentro do próprio Contas a Receber, em vez de abrir boleto por boleto pra saber quem está em atraso. Isso ajuda a priorizar a cobrança sem depender de planilha paralela.
Como emitir boleto no GestãoClick sendo assistência técnica
Pra assistência técnica, o boleto normalmente nasce depois que a ordem de serviço é faturada: esse faturamento gera o lançamento correspondente em Contas a Receber, e a partir daí você segue o mesmo passo a passo geral de emissão.
O sistema não emite o boleto direto na tela da própria OS, então esse lançamento intermediário em Contas a Receber faz parte do fluxo.
Esse passo intermediário é o que garante que o valor cobrado bate exatamente com o que foi registrado na ordem de serviço, sem risco de emitir um boleto com valor diferente do que foi combinado com o cliente.
Como emitir boleto no GestãoClick sendo loja de roupa
Loja de roupa que vende em mais de um canal, como loja física e online, tem no boleto do GestãoClick uma forma de centralizar a cobrança no mesmo Contas a Receber, independente de onde a venda aconteceu.
O sistema não tem um módulo específico de “crediário próprio”: venda a prazo é controlada por venda parcelada, com cada parcela virando uma cobrança em Contas a Receber, seguindo o mesmo passo a passo de emissão que você viu acima.
Quando a forma de pagamento está configurada com convênio bancário tradicional que opera por arquivos de remessa e retorno (CNAB), essas parcelas também podem gerar carnê. A funcionalidade não está disponível para contas digitais ou bancos integrados via API.
Isso ajuda a manter uma visão única de quem ainda deve, independente do canal ou da forma de venda, sem precisar cruzar controle de loja física com controle de vendas online em planilhas separadas.
Emita seus boletos e tenha mais controle sobre as cobranças
Emitir um boleto não precisa significar abrir o banco, conferir dados, gerar a cobrança e depois voltar ao sistema pra descobrir se o cliente pagou. Com o GestãoClick, você parte do Contas a Receber, gera o boleto, envia ao cliente e acompanha a baixa dentro do mesmo fluxo.
Isso diminui o trabalho manual e deixa a rotina financeira mais organizada, principalmente quando a empresa precisa lidar com várias cobranças ao mesmo tempo. E, quando você combina a emissão de boletos com os recursos de cobrança e automação, também consegue reduzir o tempo gasto com lembretes e acompanhamento de pagamentos.
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Perguntas frequentes sobre emissão de boleto no GestãoClick
O boleto é enviado automaticamente para o cliente?
No fluxo padrão, não. O envio é manual, feito por você em Mais Ações, por e-mail ou WhatsApp, que abre a conversa pronta pra você confirmar.
Porém, existe automação por ferramenta: o app Cobranças automatiza o envio por e-mail conforme regras de prazo, a Gestão de Cobranças permite Réguas multicanal por e-mail, SMS e WhatsApp, direcionando pra Área do Cliente, e assinaturas e locações podem enviar o boleto automaticamente por e-mail quando a recorrência estiver configurada.
Já Contratos de serviços podem ter avisos automatizados pelos aplicativos de cobrança.
Preciso configurar alguma coisa antes de emitir o primeiro boleto?
Sim. É preciso configurar a forma de pagamento vinculada ao banco emissor em Financeiro, Opções auxiliares, Formas de pagamento, antes do primeiro boleto. Se a conexão for por arquivo CNAB, pode ser necessário homologar o layout com o banco. Se for uma integração direta via API, o processo depende das credenciais fornecidas pelo banco, sem homologação de layout.
O que muda na emissão de boleto com a reforma tributária?
O boleto em si não muda. O que muda é a apuração fiscal e o documento fiscal emitido antes da cobrança, conforme o IBS e o CBS forem entrando em vigor durante a transição. Consulte o contador pra confirmar como isso afeta sua tributação específica.
Dá para saber se o boleto foi pago sem entrar no site do banco?
Sim. Depois de importar o arquivo de retorno em Financeiro, Boletos Bancários, e confirmar a baixa dos itens pagos, o sistema já mostra a situação atualizada, sem precisar consultar o banco separadamente. Veja também o que muda no boleto após o vencimento se o pagamento não aparecer no prazo esperado.


