A Reforma Tributária já está em andamento em 2026, e as obrigações acessórias passaram a ocupar o centro da fiscalização das empresas. Mesmo assim, muitos negócios ainda não se prepararam para esse novo cenário.
Um levantamento nacional divulgado pela Carta Capital mostrou que 40% das empresas não iniciaram o mapeamento dos impactos da Reforma, mesmo com as mudanças já em curso.
O risco cresce quando olhamos para a prática. Embora 25% afirmem que planejam agir, apenas 38% começaram de fato a revisar processos fiscais, financeiros e tecnológicos.
Em 2026, erros nas obrigações acessórias deixam de ser falhas administrativas e passam a gerar impacto direto no caixa, nos créditos tributários e na regularidade da empresa.
E isso não acontece por acaso. Essas mudanças fazem parte de um novo modelo tributário já aprovado e em fase de implementação no país.
Por isso, as regras abordadas neste conteúdo têm como base a Emenda Constitucional nº 132/2023, que instituiu a Reforma Tributária do consumo, e a Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta o IBS, a CBS, o Imposto Seletivo e o período de transição entre 2026 e 2033.
Como a aplicação do novo modelo ocorre de forma gradual e depende da correta prestação de informações, as obrigações acessórias assumem papel central na fiscalização e na apuração dos tributos durante toda a transição.
Vem com a gente entender tudo!
O que são obrigações acessórias e por que elas são tão importantes?
As obrigações acessórias reúnem todas as informações que a empresa precisa enviar ao governo para comprovar suas operações. Elas não envolvem pagamento direto de imposto. Mesmo assim, elas sustentam toda a fiscalização tributária. Por isso, elas afetam a rotina fiscal de qualquer negócio, inclusive de micro e pequenos empreendedores.
Com a Reforma Tributária, esse papel ganha ainda mais força. O governo passa a usar dados digitais, notas fiscais e declarações para cruzar informações em tempo real.
Assim, quem organiza bem as obrigações acessórias reduz riscos, evita multas e mantém o negócio regular.
Além disso, quando a empresa cumpre corretamente essas obrigações, ela protege o próprio caixa.
Afinal, erros simples geram autuações, perda de créditos e dores de cabeça que poderiam ser evitadas com atenção à rotina fiscal.
💡Leia mais no Blog da ClickNotas: O que são obrigações acessórias?
💡Se aprofunde mais: Obrigações acessórias: guia completo de prazos e multas para 2026
Diferença entre obrigação principal e obrigação acessória
A obrigação principal envolve o pagamento do imposto. Sempre que a empresa vende um produto ou presta um serviço, ela gera um tributo a pagar. Esse pagamento encerra a obrigação principal.
Já as obrigações acessórias cuidam da parte informacional. Elas registram, detalham e comprovam tudo o que a empresa faz. Mesmo quando não existe imposto a pagar, a empresa ainda precisa cumprir essas obrigações.
De forma simples, funciona assim:
- Obrigação principal: pagar o imposto;
- Obrigação acessória: informar corretamente ao Fisco como a operação aconteceu.
Quando a empresa ignora a obrigação acessória, ela corre risco real. Em muitos casos, o governo aplica multas mesmo sem imposto devido.
💡Leia também: Como funciona o fisco: entenda o papel da fiscalização tributária
💡Saiba mais no Blog da ClickNotas: Obrigações fiscais do novo empreendedor: por onde começar?
Exemplos de obrigações acessórias na rotina das empresas
Na prática, as obrigações acessórias fazem parte do dia a dia da empresa, mesmo quando o empreendedor não percebe. Isso porque elas aparecem em tarefas rotineiras e obrigatórias.
Alguns exemplos comuns incluem:
- Emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e e NFS-e);
- Envio de declarações fiscais e contábeis;
- Escriturações do SPED;
- Informações prestadas à Receita Federal, estados e municípios.
Sempre que a empresa emite uma nota ou envia uma declaração, ela cumpre uma obrigação acessória.
Por isso, organização e atenção fazem toda a diferença para manter a empresa regular.
Por que as obrigações acessórias são o principal instrumento de fiscalização hoje
Atualmente, o governo fiscaliza empresas por meio de dados digitais. Para isso, ele cruza informações de notas fiscais, declarações e sistemas eletrônicos.
Nesse cenário, as obrigações acessórias viram o principal instrumento de controle.
Com a Reforma Tributária, esse modelo se intensifica. O Fisco passa a usar as informações das notas fiscais para validar impostos, créditos e pagamentos quase em tempo real. Assim, qualquer erro aparece com mais facilidade.
Por isso, quem cuida bem das obrigações acessórias ganha segurança. A empresa evita inconsistências, diminui riscos de fiscalização e mantém a rotina fiscal mais tranquila, mesmo diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária.
A Reforma Tributária vai acabar com as obrigações acessórias?
Muitos empreendedores escutam que a Reforma Tributária vai simplificar impostos e logo pensam no fim das obrigações acessórias. Essa dúvida é comum e faz sentido. Afinal, hoje elas consomem tempo, energia e dinheiro das empresas.
No entanto, a Reforma não nasce para eliminar controles. Ela surge para reorganizar a forma como o governo acompanha as operações.
Por isso, entender essa mudança evita expectativas erradas e ajuda na preparação do negócio.
Antes de tudo, vale separar o discurso oficial da realidade prática. Assim, o empreendedor entende o que realmente muda na rotina fiscal e onde precisa redobrar a atenção.
💡Leia mais: Reforma Tributária: o que é, quais as mudanças e impactos
O que a Reforma promete na teoria
Na teoria, a Reforma Tributária promete simplificação. O governo fala em reduzir burocracia, integrar sistemas e diminuir a quantidade de declarações repetidas. Esse discurso aparece com força nos novos tributos, como IBS e CBS.
A proposta também prevê mais uso de tecnologia. O Fisco passa a receber dados padronizados, com menos diferenças entre União, estados e municípios. Isso facilita o cruzamento de informações e reduz retrabalho.
Ou seja, em resumo, a promessa envolve:
- Menos obrigações duplicadas;
- Mais integração entre sistemas fiscais;
- Processos mais digitais e automáticos.
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O que muda na prática (elas não acabam, mas mudam de forma)
Na prática, as obrigações acessórias não acabam. Elas apenas mudam de formato e ganham ainda mais importância.
Nesse sentido, o governo continua exigindo informações detalhadas sobre cada venda e cada serviço.
Com a Reforma Tributária, as notas fiscais passam a concentrar mais dados. O Fisco usa essas informações para calcular impostos, validar créditos e fiscalizar empresas quase em tempo real. Ou seja, informar certo vira regra básica.
Para o empreendedor, isso significa:
- Mais atenção no preenchimento das notas fiscais;
- Menos espaço para erros cadastrais;
- Maior risco de multas quando a informação sai incorreta.
Por isso, mesmo com a promessa de simplificação, a organização das obrigações acessórias continua essencial para manter o negócio regular e seguro.
💡Saiba mais: Reforma tributária 2026: cronograma tributário e o que você precisa saber ainda este ano
Quais tributos mudam e como isso afeta as obrigações acessórias
A Reforma Tributária muda a forma como o Brasil cobra impostos sobre consumo. Ela substitui vários tributos atuais por novos modelos mais amplos.
Essa mudança impacta diretamente as obrigações acessórias, porque elas registram todas as operações que geram imposto.
Na prática, sempre que o tributo muda, a forma de informar também muda. O empreendedor precisa entender quais impostos entram no lugar dos antigos para evitar erros na emissão de notas e no envio de informações ao Fisco.
Por isso, conhecer os novos tributos ajuda a organizar a rotina fiscal. Assim, a empresa se prepara melhor para cumprir as obrigações acessórias desde o início da transição.
💡Leia também: Reforma tributária: CBS, IBS e Imposto Seletivo (IS)
💡Conheça mais: Tributos Empresariais: guia completo sobre o que pagar hoje e o que muda com a Reforma Tributária
CBS, IBS e Imposto Seletivo: visão geral
A Reforma Tributária cria novos tributos para substituir vários impostos que existem hoje. O objetivo é simplificar a cobrança sobre o consumo. Para isso, o governo agrupou impostos antigos em três novos modelos: CBS, ISS e Imposto Seletivo.
Funciona assim:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): substitui tributos federais sobre consumo, no caso o PIS, Cofins e parte do IPI;
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): substitui ICMS e ISS, com regras unificadas para estados e municípios;
- Imposto Seletivo: incide sobre produtos específicos, como os que causam impacto à saúde ou ao meio ambiente.
Em todos os casos, as obrigações acessórias ganham mais importância, porque a nota fiscal passa a concentrar as informações que permitem calcular esses novos tributos corretamente.
Por que a unificação dos tributos não significa menos obrigações no curto prazo
Muitos empreendedores acreditam que a unificação reduz automaticamente as obrigações acessórias. Porém, isso não acontece no curto prazo.
A transição exige convivência entre o sistema antigo e o novo. Por isso, durante esse período, a empresa:
- continua cumprindo obrigações atuais;
- começa a informar dados para CBS e IBS;
- adapta sistemas e cadastros aos novos padrões.
Assim, a quantidade de informações não diminui de imediato. Na verdade, a atenção precisa aumentar.
Quem entende essa fase evita surpresas e mantém a empresa em conformidade durante a Reforma Tributária.
Obrigações acessórias antes da Reforma Tributária (como funciona hoje)
Antes da Reforma Tributária, as obrigações acessórias tinham um modelo fragmentado. Cada esfera do governo criava suas próprias regras, prazos e formatos.
Por isso, esse cenário exige atenção constante do empreendedor para evitar erros simples.
Na prática, a empresa precisa informar as mesmas operações várias vezes, mas em sistemas diferentes. Essa repetição aumenta a burocracia e consome tempo da rotina fiscal, principalmente em pequenos negócios.
Por isso, entender como esse modelo funciona hoje ajuda a enxergar por que a Reforma propõe mudanças e por que a organização das obrigações acessórias já faz diferença.
Documentos fiscais eletrônicos
Os documentos fiscais eletrônicos registram as vendas e os serviços da empresa. Por isso, eles representam uma das principais obrigações acessórias da rotina empresarial.
Nesse sentido, sempre que a empresa emite uma nota, ela informa dados ao Fisco.
Os principais documentos incluem:
Esses documentos exigem atenção no preenchimento, afinal, informações erradas geram rejeições, multas e problemas futuros na fiscalização.
SPED e declarações fiscais
O SPED organiza o envio de informações fiscais e contábeis em formato digital. Ele centraliza várias obrigações acessórias em arquivos eletrônicos enviados ao governo.
Na prática, o empreendedor envia dados como:
- escrituração de impostos;
- movimentação financeira;
- informações contábeis.
Mesmo com ajuda de contador ou sistema, a empresa precisa manter dados corretos. Cadastros errados afetam todas as declarações enviadas pelo SPED.
📖Saiba mais: SPED Fiscal: o que é e como funciona?
💡Entenda também: Gestão eletrônica de documentos fiscais: o que a legislação exige
Exigências federais, estaduais e municipais
Hoje, cada esfera do governo exige informações próprias. Isso cria um cenário complexo para quem empreende, principalmente em mais de um município ou estado.
Na rotina, a empresa lida com:
- obrigações federais, como declarações à Receita Federal;
- exigências estaduais, ligadas ao ICMS;
- obrigações municipais, relacionadas ao ISS.
Essa divisão explica por que as obrigações acessórias se tornaram tão numerosas antes da Reforma Tributária.
Por isso, organização e controle seguem essenciais, mesmo antes das mudanças entrarem em vigor.
Obrigações acessórias durante a transição da Reforma Tributária (2026 a 2033)
A Reforma Tributária não muda tudo de uma vez. Ela cria um período de transição longo, que vai de 2026 a 2033. Durante esses anos, as obrigações acessórias ganham ainda mais peso na rotina das empresas.
Nesse intervalo, o empreendedor precisa lidar com regras antigas e novas ao mesmo tempo.
Por isso, a organização fiscal deixa de ser apenas importante e passa a ser essencial para evitar erros e custos extras.
Quanto antes a empresa entende essa fase, melhor. Assim, ela se prepara para cumprir obrigações acessórias corretamente e atravessa a transição com mais segurança.
Vem com a gente entender como isso vai acontecer na prática!
💡Leia também: Digitalização do Fisco: como o SPED, eSocial e DFE mudaram o controle tributário
💡Entenda mais: Entenda o sistema tributário atual e por que ele muda
Por que esse será o período mais crítico para as empresas
O período de transição exige mais atenção porque ele combina mudança com obrigação contínua.
Ou seja, a empresa não abandona o sistema antigo de imediato. Ela passa a conviver com novas exigências da Reforma Tributária.
Nesse cenário, qualquer falha nas obrigações acessórias aparece com mais facilidade. Isso porque o governo cruza dados de sistemas diferentes e identifica inconsistências rapidamente.
Além disso, muitos pequenos empreendedores não contam com grandes equipes fiscais. Por isso, entender esse momento diminui bastante os erros que geram multas e problemas desnecessários.
Conviver com dois sistemas tributários ao mesmo tempo
Durante a transição, a empresa informa operações para o modelo antigo e para o novo. Esse cenário aumenta a complexidade da rotina fiscal, mesmo com a promessa de simplificação no futuro.
Na prática, o empreendedor:
- continua emitindo notas com regras atuais;
- começa a informar dados ligados à CBS e ao IBS;
- adapta sistemas, cadastros e processos.
Essa convivência vai pedir atenção redobrada. Por isso, quem se organiza desde o início reduz retrabalho e mantém as obrigações acessórias em dia.
📖Leia mais: Transição até 2033: o que o contador precisa ajustar em cada fase
O ano-teste de 2026e o risco do pagamento de 1% por descumprimento de obrigações acessórias
O ano de 2026 marca o início do chamado ano-teste da Reforma Tributária. Nesse momento, o governo aplica alíquotas simbólicas: 0,1% de IBS e 0,9% de CBS.
Esses valores contam com compensação automática, desde que a empresa cumpra corretamente as obrigações acessórias. Ou seja, quando a empresa informa tudo certo, ela não sente impacto no caixa.
Porém, quando a empresa erra ou deixa de enviar informações, ela perde esse direito.
Na prática, isso significa que o valor pago de 0,1% de IBS e 0,9% de CBS não poderá ser abatido do PIS e da Cofins.
Assim, o que deveria ser apenas um teste de fluxo se transforma em aumento real da carga tributária por erro de informação.
Por isso, o cuidado com as obrigações acessórias em 2026 se torna decisivo para evitar prejuízos logo no início da Reforma Tributária.
O que muda nas obrigações acessórias com a Reforma Tributária
A Reforma Tributária muda a lógica das obrigações acessórias. O foco sai da quantidade de declarações e vai para a qualidade das informações.
Assim, o governo passa a usar dados mais padronizados e integrados para fiscalizar as empresas.
Na prática, o novo sistema pede que a empresa informe dados de maneira mais unificada no futuro, mas a transição exige precisão total para evitar divergências entre o modelo antigo e o novo. Cada dado errado gera impacto direto na apuração dos impostos.
Por isso, organização e atenção passam a ter ainda mais peso na rotina fiscal.
Além disso, a tecnologia ganha espaço. O Fisco cruza informações quase em tempo real e identifica falhas com rapidez.
Assim, quem entende essas mudanças evita problemas e se adapta com mais tranquilidade.
Padronização e integração nacional dos dados fiscais
Antes da Reforma Tributária, cada estado e município criava regras próprias. Agora, o governo busca padronizar os dados fiscais em nível nacional. Isso reduz diferenças entre sistemas e facilita o cruzamento de informações.
Na prática, a empresa passa a usar layouts mais parecidos para informar operações. Esses padrões ajudam o Fisco a entender as vendas e os serviços com mais clareza.
Para o empreendedor, isso significa:
- menos variações de regras entre locais;
- mais atenção ao preenchimento correto;
- maior importância dos cadastros fiscais.
A nota fiscal é o centro do controle tributário no novo sistema?
No novo modelo, a nota fiscal se torna o principal documento das obrigações acessórias.
Ela deixa de ser apenas um comprovante de venda e passa a concentrar dados importantes para o cálculo dos impostos.
Com a Reforma Tributária, o Fisco usa as informações da nota para verificar tributos, créditos e pagamentos. Por isso, cada campo preenchido ganha importância.
Na prática, erros simples na nota fiscal:
- geram inconsistências;
- podem dificultar a apropriação de créditos pelo comprador, uma vez que o novo modelo tende a vincular o direito ao crédito ao efetivo recolhimento do imposto;
- aumentam o risco de multas.
Apuração assistida: como o Fisco passa a usar os dados das notas fiscais?
A apuração assistida funciona como um cálculo prévio auxiliado pelo próprio Fisco, com base nas informações prestadas.
O Fisco usa os dados das notas fiscais para estimar quanto a empresa deve pagar de imposto.
Nesse modelo, a empresa informa corretamente suas operações e o sistema faz a conferência automática. Isso reduz erros de cálculo, mas aumenta a responsabilidade sobre as informações enviadas.
Por isso, as obrigações acessórias ganham papel central. Quando a empresa informa errado, o sistema também calcula errado, e o problema aparece rápido.
Split Payment: o que é e por que ele aumenta a exigência de conformidade?
O Split Payment é uma forma diferente de recolher impostos.
Em vez da empresa receber o valor total da venda e depois pagar o imposto, o sistema (integrado aos meios de pagamento) separa o imposto no momento da liquidação financeira.
Isso dá mais segurança e rastreabilidade ao crédito do comprador, mas exige que a nota fiscal esteja perfeitamente integrada ao meio de pagamento usado.
Funciona assim: o cliente paga a compra, uma parte do valor vai para a empresa e outra parte vai direto para o governo.
Dessa forma, o recolhimento do tributo ocorre de forma vinculada à transação financeira, o que simplifica a comprovação do pagamento.
Por isso, o Split Payment aumenta a exigência de conformidade. O sistema precisa saber exatamente quanto é imposto e quanto é receita da empresa.
Na prática, o empreendedor precisa:
- emitir notas com dados corretos;
- manter cadastros atualizados;
- cumprir rigorosamente as obrigações acessórias.
Para isso, as obrigações acessórias precisam estar corretas desde o início. Quando a empresa erra informações na nota fiscal ou no cadastro, o sistema recolhe valores errados e gera problemas imediatos.
SPED, declarações e documentos fiscais: o que tende a mudar
De modo geral, a Reforma Tributária não elimina controles fiscais. Ela reorganiza como o governo recebe e cruza informações. Nesse cenário, obrigações acessórias, SPED e documentos fiscais continuam importantes, mas com outro papel.
Na prática, o sistema caminha para menos duplicidade e mais integração. O empreendedor informa dados de forma mais consistente, enquanto o Fisco usa tecnologia para validar tudo com rapidez.
Por isso, entender o que muda evita confusão. Assim, a empresa se prepara para cumprir as obrigações acessórias com mais segurança durante a transição.
Vem com a gente!
O SPED vai acabar?
Não. O SPED não vai acabar. Ele continua existindo, mas passa por ajustes ao longo do tempo. A Reforma Tributária não extingue o SPED; ela tende a reorganizar seus módulos e integrações.
O SPED funciona como um sistema digital que reúne várias obrigações acessórias. Ele substitui livros em papel por arquivos eletrônicos e permite o envio de informações fiscais e contábeis ao governo.
Com a Reforma Tributária, o SPED segue como base. Porém, ele passa a conversar mais com outros sistemas, reduz sobreposição de informações e melhora o cruzamento de dados.
Racionalização e integração das obrigações acessórias existentes
Hoje, muitas obrigações acessórias pedem informações parecidas em formatos diferentes.
A Reforma Tributária, nesse caso, busca reduzir esse retrabalho ao integrar sistemas e padronizar dados.
Na prática, isso significa:
- menos repetição de informações;
- maior uso dos mesmos dados em vários controles;
- mais consistência entre declarações.
Esse movimento acontece de forma gradual. Por isso, a empresa precisa manter organização total durante a transição para evitar divergências entre obrigações antigas e novas.
O papel da NF-e e da NFS-e no novo modelo de arrecadação
No novo modelo, a nota fiscal ganha ainda mais importância. A NF-e e a NFS-e passam a concentrar dados essenciais para as obrigações acessórias e para a arrecadação dos tributos.
Com a Reforma Tributária, o Fisco usa as informações da nota para:
- calcular impostos;
- validar créditos;
- confirmar pagamentos.
Na prática, isso exige mais cuidado no preenchimento. Isso porque quando a empresa emite a nota corretamente, ela reduz riscos e mantém a conformidade fiscal no novo sistema.
📖Saiba mais: Tipos de notas fiscais: quais são e como emitir?
Impactos das novas obrigações acessórias por perfil de empresa
A Reforma Tributária não muda apenas impostos. Ela muda a forma como a empresa organiza informações, toma decisões e controla o próprio negócio.
Por isso, as obrigações acessórias passam a impactar tanto a operação diária quanto o planejamento estratégico.
Na prática, quem trata obrigações acessórias apenas como “tarefa do contador” tende a sentir mais dificuldade. Já quem entende os impactos consegue se adaptar com menos erros e menos custos ao longo da transição.
Por isso, vale separar esses impactos em dois níveis: operacional, que afeta a rotina, e estratégico, que afeta decisões de preço, margem e crescimento.
Vem com a gente entender melhor como funcionará cada uma dessas mudanças.
Impactos operacionais (cadastros, sistemas e emissão de documentos)
No dia a dia, as obrigações acessórias passam a exigir mais cuidado com informações básicas da empresa.
Cadastros deixam de ser apenas registros internos e passam a alimentar diretamente a fiscalização e a apuração dos impostos.
Na prática, a empresa precisa redobrar a atenção em pontos como:
- cadastro correto de produtos e serviços;
- classificação fiscal adequada;
- dados completos e corretos na nota fiscal;
- integração entre sistema de gestão, emissão de notas e meios de pagamento.
Quando esses dados apresentam erro, o problema se espalha. A nota pode sofrer rejeição, o imposto pode ser calculado errado e o Fisco pode identificar inconsistências rapidamente.
Por isso, pequenos erros operacionais geram grandes dores de cabeça.
Além disso, durante a transição da Reforma Tributária, a empresa lida com regras antigas e novas ao mesmo tempo. Isso exige processos mais organizados, sistemas atualizados e acompanhamento constante das obrigações acessórias.
Impactos estratégicos (preços, margem, caixa e planejamento)
As obrigações acessórias também afetam decisões estratégicas do negócio.
Quando a empresa informa dados corretos, ela consegue enxergar melhor seus custos, seus impostos e sua margem de lucro.
Na prática, uma boa gestão das obrigações acessórias ajuda a:
- formar preços mais corretos;
- evitar aumento inesperado da carga tributária;
- proteger o fluxo de caixa;
- planejar investimentos com mais segurança.
Por outro lado, erros de informação podem gerar pagamentos indevidos, perda de créditos e multas. Esses custos diminuem a margem e comprometem o caixa, principalmente em pequenos negócios.
Por isso, com a Reforma Tributária, as obrigações acessórias deixam de ser apenas uma exigência legal. Ou seja, elas passam a influenciar diretamente a saúde financeira e o crescimento da empresa.
💡Saiba mais: Guia de regime tributário: o que é, como identificar e como escolher o melhor [Atualizado Reforma Tributária]
Principais riscos das obrigações acessórias na Reforma Tributária
A Reforma Tributária aumenta o uso de tecnologia e de cruzamento automático de dados. Por isso, as obrigações acessórias passam a concentrar riscos maiores para as empresas, principalmente quando há erros de informação.
Na prática, pequenos deslizes que antes passavam despercebidos agora aparecem com rapidez. O Fisco cruza dados de notas fiscais, declarações e sistemas eletrônicos quase em tempo real.
Por isso, conhecer esses riscos ajuda o empreendedor a agir antes do problema surgir. Assim, ele evita prejuízos e mantém a empresa em conformidade durante a transição da Reforma Tributária.
Erros de cadastro e classificação fiscal de produtos e serviços
Cadastros incorretos representam um dos maiores riscos das obrigações acessórias. Informações erradas se repetem em notas fiscais, declarações e sistemas, o que amplia o impacto do erro.
Na prática, problemas comuns incluem:
- classificação fiscal incorreta de produtos ou serviços;
- descrições incompletas ou inconsistentes;
- uso de códigos fiscais errados.
Esses erros geram cálculo incorreto de impostos, bloqueio de créditos e questionamentos do Fisco.
Por isso, revisar cadastros se torna etapa básica na preparação para a Reforma Tributária.
Falhas de integração entre ERP, sistemas fiscais e contabilidade
A Reforma Tributária exige que sistemas conversem entre si. Quando ERP, emissão de notas e contabilidade não se integram bem, as obrigações acessórias apresentam inconsistências.
Na prática, a empresa enfrenta situações como:
- dados diferentes em sistemas distintos;
- informações que não batem com a contabilidade;
- retrabalho para corrigir erros já enviados.
Essas falhas aumentam o risco de fiscalização e dificultam o controle interno. Por isso, a integração dos sistemas passa a ser ponto crítico na rotina fiscal.
Multas, autuações e perda de créditos tributários
Quando a empresa erra obrigações acessórias, o impacto financeiro aparece rápido. O Fisco aplica multas, abre autos de infração e bloqueia créditos tributários.
Na prática, os principais riscos incluem:
- multas por atraso ou erro de informação;
- autuações por inconsistência de dados;
- perda do direito a créditos de imposto.
E, na prática, esses problemas afetam diretamente o caixa do negócio. Por isso, com a Reforma Tributária, cuidar das obrigações acessórias deixa de ser apenas obrigação legal e passa a ser estratégia de proteção financeira.
Como as empresas devem se preparar para as novas obrigações acessórias
Como vimos, a Reforma Tributária muda a forma como o governo fiscaliza as empresas. Com isso, as obrigações acessórias passam a exigir mais cuidado com informações, processos e registros do dia a dia.
Na prática, a preparação começa antes da mudança entrar em vigor. Pequenos ajustes feitos agora reduzem erros durante a transição e evitam custos desnecessários no futuro.
Por isso, se preparar envolve organizar dados, revisar rotinas, orientar pessoas e usar a tecnologia de forma correta. Esses pontos ajudam a empresa a cumprir as obrigações acessórias com mais segurança.
Organização cadastral e fiscal
A organização cadastral representa o primeiro passo da preparação.
Todos os dados da empresa, dos produtos e dos serviços alimentam as obrigações acessórias e impactam diretamente a apuração dos impostos.
Na prática, a empresa precisa revisar cadastros com atenção. Informações como descrição de produtos, classificação fiscal e dados básicos do negócio precisam estar corretas e atualizadas.
Quando o cadastro apresenta erro, esse problema se repete em notas fiscais, declarações e controles.
Por isso, manter o cadastro organizado evita erros em cadeia. Essa organização facilita o cumprimento das obrigações acessórias e reduz riscos com a Reforma Tributária.
💡Leia também: Vantagens de migrar para um emissor de nota fiscal eletrônica eficiente
Revisão de processos internos e rotinas fiscais
Além dos cadastros, a empresa precisa olhar para a própria rotina fiscal. Muitos processos funcionam de forma automática há anos, mas podem não atender bem às exigências do novo modelo.
Nesse momento, vale observar como a empresa emite notas, confere informações e envia dados ao contador.
Ajustes simples, como criar etapas de conferência ou padronizar procedimentos, fazem grande diferença.
Capacitação da equipe
A equipe tem papel fundamental na preparação. Mesmo em empresas pequenas, quem lida com vendas, emissão de notas ou lançamentos precisa entender o básico das obrigações acessórias.
Na prática, a capacitação não exige cursos complexos. Ela começa com orientação clara sobre como preencher notas, revisar dados e evitar erros comuns.
Quando as pessoas entendem o impacto das informações, elas trabalham com mais atenção.
Por isso, investir tempo em capacitação reduz retrabalho, evita multas e traz mais segurança para a empresa no novo cenário tributário.
Uso de tecnologia e sistemas de gestão
A tecnologia ajuda a empresa a lidar melhor com as obrigações acessórias.
Sistemas de gestão organizam dados, reduzem erros manuais e facilitam o controle das informações fiscais.
Na prática, bons sistemas permitem:
- integrar emissão de notas, financeiro e cadastro;
- manter informações padronizadas em um só lugar;
- acompanhar dados com mais clareza.
Com o apoio da tecnologia, a empresa ganha eficiência e se prepara melhor para as exigências da Reforma Tributária, mesmo com uma estrutura enxuta.
Checklist prático: como se preparar agora
Por mais que as mudanças da Reforma Tributária sejam graduais, elas exigem ação imediata.
Afinal, como vimos, as obrigações acessórias passam a ter papel central na fiscalização, e pequenos erros podem gerar impactos financeiros relevantes, especialmente durante a transição.
Por isso, um checklist prático ajuda o empreendedor a sair do discurso e ir para a ação. Para ajudar você, preparamos um guia que organiza prioridades, evita esquecimentos e facilita a adaptação ao novo modelo tributário.
Ao seguir esse checklist, a empresa reduz riscos, ganha controle sobre as informações fiscais e se prepara melhor para cumprir as obrigações acessórias com segurança.
Confira com a gente e utilize para facilitar sua rotina!
📖Se aprofunde ainda mais: Checklist contábil para se preparar para a Reforma Tributária em 2026
Checklist de revisão e adequação fiscal para a Reforma Tributária
Revisão de cadastros fiscais (NCM, NBS, CFOP e classificação de serviços)
💡 Leia também:
CFOP: o que é, como aplicar e principais códigos [Atualizado Reforma Tributária 2026]
💡
Entenda o que é NCM e qual a importância para o seu negócio
Adequação dos sistemas para CBS, IBS e novos layouts fiscais
Monitoramento das regras durante o período de transição
Como usar esse checklist na prática
Para pequenos empreendedores, o ideal é:
- dividir o checklist em etapas mensais;
- priorizar primeiro cadastros e sistemas;
- revisar o checklist sempre que houver mudança na empresa;
- tratar esse material como um guia permanente, não como tarefa pontual.
Assim, a empresa transforma a Reforma Tributária em um processo organizado, e não em uma fonte de insegurança.
Dicionário rápido da Reforma Tributária aplicada às obrigações acessórias
Para facilitar ainda mais o seu entendimento, preparamos este pequeno dicionário que reúne os principais termos da Reforma Tributária ligados às obrigações acessórias.
O objetivo é explicar cada conceito de forma simples, direta e objetiva. Mas, para se aprofundar ainda mais nesses temas e também em outros relacionados à Reforma Tributária, acesse o nosso Dicionário da Reforma Tributária: todos os termos que você precisa saber.
O que é IBS?
O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) é um novo imposto criado pela Reforma Tributária para substituir o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).
Ele incide sobre a venda de produtos e a prestação de serviços, com regras unificadas em todo o país. Na prática, estados e municípios passam a usar o mesmo modelo de cobrança.
Para as obrigações acessórias, isso significa mais padronização de dados e maior atenção no preenchimento das notas fiscais.
💡Saiba mais: IBS: o que é o substituto do ISS e ICMS
💡Conheça também: Comitê Gestor do IBS: o que é e como funcionará?
O que é CBS?
A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é o tributo federal que substitui o PIS e a Cofins.
Ela também incide sobre vendas e serviços, mas com regras mais simples e base de cálculo única. O objetivo é reduzir distorções e facilitar o controle dos tributos federais.
Na prática, a CBS usa as informações das obrigações acessórias, principalmente das notas fiscais, para apurar corretamente o imposto devido.
💡Leia mais: CBS: o que é, o que substitui e quando começa a valer
O que é Imposto Seletivo?
O Imposto Seletivo é um tributo aplicado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas e outros itens específicos.
Ele não substitui outros impostos. Ele funciona como uma cobrança adicional sobre determinados produtos.
Para as obrigações acessórias, isso exige classificação correta dos produtos, já que o imposto depende diretamente do tipo de mercadoria vendida.
💡Saiba mais: Imposto Seletivo (IS) ou “Imposto do Pecado”: o que é e quais produtos são afetados
O que é apuração assistida?
A apuração assistida é um modelo em que o Fisco auxilia no cálculo dos impostos usando os dados informados pela própria empresa.
Nesse sistema, o governo cruza informações das notas fiscais e das obrigações acessórias para estimar o valor do imposto a pagar.
A empresa continua responsável pelas informações. Quando ela informa dados errados, o cálculo também sai errado, o que gera problemas rapidamente.
O que é Split Payment?
O Split Payment é uma forma de recolher impostos no momento do pagamento da venda.
Em vez de a empresa receber todo o valor e pagar o imposto depois, o sistema separa automaticamente a parte do imposto e envia direto para o governo.
Esse modelo aumenta a fiscalização e exige Obrigações Acessórias corretas, já que qualquer erro na nota fiscal ou no cadastro afeta imediatamente o valor recolhido.
Perguntas frequentes sobre obrigações acessórias e Reforma Tributária
As obrigações acessórias vão acabar?
Não. As obrigações acessórias não vão acabar com a Reforma Tributária. Elas continuam existindo, mas mudam de formato.
A Reforma diminui duplicidades e integra informações, porém exige dados mais corretos e padronizados. Por isso, as obrigações acessórias ganham ainda mais importância no novo sistema.
O SPED será extinto?
Não. O SPED não será extinto com a Reforma Tributária.
Ele continua como base do envio de informações fiscais e contábeis. A Reforma tende a reorganizar e integrar módulos do SPED, sem eliminar o sistema
O que acontece se eu errar uma obrigação acessória em 2026?
Em 2026, erros nas obrigações acessórias podem gerar impacto financeiro direto.
A empresa perde o direito à compensação das alíquotas-teste de 0,1% de IBS e 0,9% de CBS quando informa dados incorretos.
Nesse caso, o valor pago não pode ser abatido de PIS e Cofins.
Micro e pequenas empresas também serão impactadas?
Sim. Micro e pequenas empresas também sentem os impactos da Reforma Tributária.
Mesmo com regimes simplificados, essas empresas precisam cumprir obrigações acessórias corretamente. Erros de informação geram multas, perda de créditos e problemas fiscais, independentemente do porte.
Conclusão: a Reforma Tributária muda o sistema, mas as obrigações acessórias continuam sendo o ponto crítico da conformidade fiscal
A Reforma Tributária muda impostos, regras e processos. Porém, ela não reduz a importância das obrigações acessórias.
Pelo contrário: ela coloca essas obrigações no centro da fiscalização e do controle tributário.
Ao longo deste artigo, vimos que a Reforma não elimina declarações, notas fiscais ou controles. Ela exige informações mais corretas, padronizadas e integradas.
Assim, erros simples deixam de ser detalhe e passam a gerar impacto direto no caixa, nos créditos e na regularidade da empresa.
Por isso, o grande desafio do empreendedor não está apenas em entender novos tributos. Ele está em organizar cadastros, revisar rotinas, treinar pessoas e usar tecnologia adequada.
Quem faz isso com antecedência atravessa a transição com mais segurança. Quem ignora esses pontos corre riscos desnecessários.
Em resumo, a Reforma Tributária muda o sistema, mas as obrigações acessórias continuam sendo o ponto crítico da conformidade fiscal.
Afinal, elas conectam tudo: nota fiscal, imposto, crédito, fiscalização e planejamento do negócio.
Para lidar com esse cenário de forma prática, a tecnologia faz diferença. Um sistema de gestão ajuda a organizar dados, integrar processos e reduzir erros nas obrigações acessórias.
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